O Retorno dos Gigantes: O Que Esperar da Nova Fase de Jujutsu Kaisen e do Novo Filme de Lupin III

O Retorno dos Gigantes: O Que Esperar da Nova Fase de Jujutsu Kaisen e do Novo Filme de Lupin III

O universo das animações japonesas está movimentado com o retorno de grandes franquias, mas nem tudo que brilha nas telas exige a atenção imediata do espectador. Com a chegada oficial da 3ª temporada de Jujutsu Kaisen, uma dúvida genuína tomou conta da base de fãs: é realmente necessário assistir ao filme Execução antes de mergulhar nos novos episódios semanais? Para esclarecer essa confusão, apuramos os detalhes sobre o cronograma de lançamentos e a continuidade da obra.

A dúvida sobre Jujutsu Kaisen: Execução

O longa Jujutsu Kaisen: Execução chegou aos cinemas em 20 de novembro de 2025, posicionando-se teoricamente como uma sequência direta dos eventos anteriores. No entanto, o filme funciona mais como uma peça de recapitulação estratégica. A produção apresenta uma versão condensada dos eventos traumáticos do arco “Incidente de Shibuya”, vistos na segunda temporada, e engloba os três primeiros episódios desta nova fase.

Portanto, a resposta curta para quem está ansioso é não. Se você já acompanhou fielmente a primeira e a segunda temporada, além do filme prelúdio, não há necessidade alguma de assistir a Execução. Você pode partir direto para a 3ª temporada sem medo de perder qualquer detalhe da trama. Vale ressaltar também uma questão logística: o longa ainda não está disponível oficialmente nas plataformas de streaming, o que tornaria a tarefa de assisti-lo pela internet algo, no mínimo, complicado neste momento.

Lupin III e o peso do legado

Enquanto Jujutsu foca no futuro, outra lenda dos animes revisita suas raízes com uma abordagem visualmente impactante, mas narrativamente dividida. Lupin the IIIrd the Movie: The Immortal Bloodline é a mais recente aposta da franquia criada pelo mangaká Kazuhiko Katō, o Monkey Punch, que desde 1967 vê seu ladrão cavalheiro atravessar gerações em jogos, filmes live-action e animes.

Sob a direção de Takeshi Koike, que tem a difícil missão de seguir os passos de gigantes como Hayao Miyazaki e Seijun Suzuki, a franquia tenta se revitalizar. Koike mantém sua assinatura visual: um retorno ao traço original do mangá, caracterizado por linhas gráficas dinâmicas e uma sensibilidade muito mais sombria e adulta. O filme, planejado como o capítulo final de sua trilogia à frente da série, continua maravilhosamente animado.

Visual estonteante, roteiro questionável

Para os novatos, a produção até tenta ser amigável, oferecendo uma recapitulação de 10 minutos das escapadas anteriores do protagonista, repletas de roubos insanos. A trama leva Lupin e sua equipe de confiança — o atirador Jigen, o samurai Goemon e a espiã Fujiko Mine — a uma ilha inexplorada governada por um ser imortal chamado Muom. O grupo cai em um labirinto de armadilhas perigosas, forçando-os a se separar e combater criaturas demoníacas e velhos inimigos.

O design dos personagens, especialmente de Muom e seus asseclas, é meticulosamente grotesco, e as cenas de combate são um espetáculo à parte. Contudo, o roteiro não sustenta a beleza da animação. A história parece dolorosamente rasa, saltando de batalha em batalha sem dar espaço para a interação clássica e o humor ácido entre Lupin e seus associados.

Um ponto crítico é o tratamento dado a Fujiko. Geralmente uma personagem ativa e complexa, aqui ela é reduzida a um alívio cômico com pouco tempo de ação, correndo com roupas sumárias enquanto os homens resolvem os problemas. Além disso, a tentativa de conectar a narrativa com The Mystery of Mamo, o primeiro filme da franquia de 1978, soa tortuosa. Com tantas referências específicas aos filmes anteriores, The Immortal Bloodline acaba sendo uma obra recomendada apenas para os fãs mais radicais e completistas.