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12/12/2013 - 1:42

Videogame vai de vilão a estímulo para o cérebro

da Redação

De vilão a mocinho em duas décadas. Assim é o videogame, que está ganhando neste final de ano status de presente ideal graças ao lançamento do PlayStation 4, da Sony, e do Xbox One, da Microsoft. Mas se antes ele estava relacionado a sedentarismo e estímulo à violência, hoje ele é visto como ferramenta de aprendizado.

De acordo com levantamento realizado pelo Instituto para o Desenvolvimento Humano Max Planck, junto à instituição alemã Charité University Medicine St. Hedwig-Krankenhaus, jogar videogames ajuda a estimular regiões do cérebro responsáveis por memória e habilidades motoras.

PlayStation 4, um dos lançamentos da temporada

PlayStation 4, um dos lançamentos da temporada

“Os games ajudam a ampliar a visão de mundo em virtude das infinitas possibilidades de ações que os jogam e seus personagens permitem”, afirma Eline Kullock, especialista em geração Y e pesquisadora sobre a influência dos videogames na sociedade. Segundo ela, os jogos permitem aos seus usuários desenvolverem os pensamentos com mais facilidade.

Sócia-diretora da Stanton Chase International, empresa de recrutamento de profissionais, ela diz que, a partir dos comandos pedidos pelo game, o cérebro é estimulado e a criança aprende. “Ela precisa cumprir metas e objetivos para evoluir no jogo. Para isso, precisa pensar estrategicamente para avançar as fases, o que torna o videogame uma ferramenta lúdica”, afirma.

A influência dos videogames no corpo humano é tão intensa que, segundo a entidade europeia, jogar o game Super Mário 64, um dos títulos mais famosos da saga do encanador, auxilia no planejamento estratégico e também no desenvolvimento do próprio cérebro.

De acordo com a especialista, a ideia de que os videogames prendem as crianças em casa e não as estimulam de nenhuma forma, é ultrapassada. “Por muito tempo os consoles foram vistos como um desestímulo ao crescimento da criança, mas é exatamente o contrário. Ela está exercitando o cérebro, pensando em como resolver problemas, praticando a leitura e até uma língua estrangeira”, diz. Alguns consoles encontrados no mercado, inclusive, são controlados pelo movimento do jogador, ajudando também na recuperação de pacientes com problemas de mobilidade. (da Redação)

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