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27/03/2015 - 17:32

Tinder: regrinhas básicas de comportamento e atitudes mortais

por Luís Perez

Afins de abafar no Tinder, o aplicativo mor para quem busca pegação, muito embora algumas garotas insistam em enquadrar o cara, dizendo buscar “relacionamento sério”? Pois bem, então vale anotar algumas regrinhas, para não cair em desgraça.

Para começar, não coloque foto com criança. Ah, quer mostrar que tem filho? Cite isso no texto, na conversa pós-match, mas não exponha a pobre coitada. É comum encontrar desde bebês até crianças mais crescidinhas. Elas não precisam ser visualizadas por tarados em potencial – sim, há muitos no Tinder, não é só “galera gente boa”.

Ah, você coloca foto com seu filho para sensibilizar!? Desculpa dizer, mas se ele for um estuprador, vai estar pouco se lixando se você tem uma criança para sustentar. E mais: não venha com a desculpinha de “ah, entraram as fotos direto do Facebook”, porque tem como apagar. É só colocar seus dois neurônios para ter um papo reto.

Match no Tinder, aplicativo de pegação

Match no Tinder, aplicativo de pegação

Outro erro crasso: foto fazendo biquinho. Afina o rosto? Pois é, mas pessoalmente o rapaz vai ver não só sua cara redonda como sua pança. Portanto saiba que a maioria dos homens já está bem de pé atrás com mulheres “bicudas”.

Outra coisa: está completamente batido publicar foto com os leões e tigres dopados do zoológico de Lujan, na Argentina. Isso não impressiona ninguém. Um monte de fotos de paisagem? O cara vai deduzir, com razão, que você é… feia! Ah, e visualizar uma faixa de “luto” no Tinder!? Já ouviu falar de anúncio fúnebre? Pois é, publique um.

Aí a conversa mal começa – sem falar das que fazem match e ficam mudas; melhor descombinar – e a garota pergunta: “O que você busca?”. Ai do cara que não responde: “Relacionamento sério”. Pois é. Para algumas recalcadas, é só essa a resposta válida, nenhuma outra.

Qualquer “conhecer alguém legal” ou “ver no que é que dá” já dá margem à interpretação “ah, é um aventureiro”. E descombina sem você nem ter tempo de dizer “então…”. Um toque: exigir que o cara assuma que procura relacionamento sério sem nem sequer começar a conversar é tão precipitado e invasivo quanto o rapaz dizer que busca alguém que lhe abra logo as pernas.

E o que não dizer da garota que após trocar duas ou três palavras já pede “o Face”? Pois é, minha filha. Também é invasivo. O “Face” tem minha família, filhos, história de vida, amigos etc. É pior do que transar de cara. Afinal, sexo se faz sem nem sequer ter de perguntar o nome, não é mesmo!?

Bom, a conversa segue naquele chat modorrento do Tinder, que leva duas horas para enviar uma mensagem. Aí, para facilitar, você pede o WhatsApp. A garota diz: “Prefiro conversar um pouco mais por aqui”. Desculpe, pediu para ser limada. WhatsApp a gente bloqueia, cidadã… E não é todo homem que tem paciência para nhenhenhém…

E a garota que, ao se deparar com uma conversa mais interessada, diz: “Ah, não estou na vibe de procurar ninguém”. Então o que você está fazendo aqui, senhorita!?

Por fim, o auge da falta de assunto. A conversa começa com um “Oi, tudo bem?”. Aí a garota responde: “Tudo, e com você”. Você diz: “Tudo bem também”. E ela, num arroubo de criatividade, saca um “Que bom…”. Segue-se um longo silêncio. Ao que, se acontece comigo, procuro um buraco no chão para me atirar. E por aí vai.

Detalhe: sou um romântico incorrigível.

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