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01/04/2019 - 23:50

Onix vira nome mundial da General Motors Corporation

do Mazarine

Veículo mais vendido no mercado brasileiro há três anos, o Onix se transforma agora em um nome global da General Motors. Segundo comunicado divulgado pela sede da General Motors América do Sul, a “ascendente trajetória” do modelo despertou a atenção da alta cúpula da GM nos Estados Unidos.
Cruze, Equinox e Camaro são outros exemplos de “nomes globais”. É algo que não aconteceu, por exemplo, com o Volkswagen Gol, que só teve esse nome na América do Sul. Assim, o modelo será comercializado em outros mercados com esse nome, inclusive o Chinês, que vende 27 milhões de veículos por ano.

“O objetivo é projetar em âmbito mundial a expressão de sucesso do Onix alcançada regionalmente”, diz acreditar Carlos Zarlenga, presidente da GM América do Sul. “O nome Onix estará em modelos da nova família de carros globais da Chevrolet, que vão ter características específicas de acordo com as preferências dos clientes em cada mercado.” Em 2018 o Onix teve quase 250 mil unidades emplacadas.

Os primeiros modelos da nova família global de veículos de alto volume da GM estreiam neste ano, começando pela China. Serão lançadas oito derivados regionais com cinco diferentes tipos de carroceria. Modelos dessa nova família de veículos vão ser vendidos em 40 diferentes países, entre eles da América do Sul e México.

Onix: nome mundial, como Equinox e Malibu

Onix: nome mundial, como Equinox e Camaro

Durante quase três décadas, o Volkswagen Gol foi o carro mais vendido do Brasil. Apesar de um boom de marcas, o mercado nacional sempre tem um veículo que desponta. A bola da vez – ou melhor, dos últimos quatro anos – responde pelo nome de Chevrolet Onix.

Quando surgiu, de seis para sete anos atrás, aliás, a principal comparação da mídia especializada era de que suas lanternas traseiras meio que “imitavam” o rival líder de mercado. Mas logo o Onix ganhou atributos (e personalidade) próprios e, afora o design, modificado há três anos, tornando-o mais ousado e emocional, o que não falta são características racionais para ter um na garagem.

Por que vende tanto?

O tal “efeito Tostines”, alusivo ao tradicional biscoito, lhe cai bem: não se sabe se o Onix vende mais porque está sempre fresquinho (leia-se atualizado e antenado) ou está sempre fresquinho porque vende mais. O Carpress apressou-se em pedir uma versão LT (a que mais sai) para a Chevrolet, atendido de pronto, a fim de avaliá-lo melhor.

Seu por R$ 47.290, o LT nem é o mais barato da gama. Há o Joy, R$ 1.000 mais em conta, mas bem mais simples. Para começar, é um dos modelos que menos perdem valor de um ano para outro de uso – apenas 9,3%, atrás apenas do Renault Kwid (8,4%), segundo o Selo Maior Valor de Revenda da Agência AutoInforme.

É o veículo pentacampeão da categoria, ao lado de Volkswagen Golf, Honda Fit, Toyota Hilux e Toyota Corolla – estes quatro em outros segmentos. “Depreciação depende de vários fatores: do tamanho do carro, da marca, da rede de revendedores, do cuidado que a marca tem em relação ao pós-vendas, ao segmento, a origem, ao fato de ter grande volume de venda, à sua aceitação no mercado”, explica Joel Leite, diretor da AutoInforme.

Por um pontinho, no entanto, o Onix perde em termos de facilidade e custo de reparação. Atinge nota 23, contra 22 do Hyundai HB20. No entanto, na loja, dá um banho. Em fevereiro foram emplacados 18.392 unidades do Onix, 2.282 (foi o que vendeu um Honda Fit…) a mais do que o dobro do HB20, segundo colocado, que registrou 8.055.

É o Chevrolet que mais rápido atingiu a marca de 1 milhão de unidades produzidas no Brasil, o único Chevrolet a conquistar quatro anos consecutivos de liderança (daí o apelido “Fusca dos novos tempos”), o mais vendido da categoria no mundo e o mais vendido da América Latina. O porta-malas do Onix tem 280 litros, 5 litros a menos que o do Gol.

Ergonomicamente, dirigi-lo é prazeroso. Com seu propulsor 1.0, são 78 cv com gasolina a 80 cv com etanol – de pensar que já tive um Corsa 1.4 de reles 60 cv… –, só falta um pouco de agilidade em algumas rampas. Mas nada que um bom treinamento não resolva. Consumo? São 10,1 km/l em circuito misto, dirigindo economicamente, com o tanque abastecido de etanol.

Ao que tudo indica, vem coisa nova – e boa – por aí, na família do Onix. Agora é aguardar. O que não é possível aguardar, muito menos entender, é o porquê ameaçar virar as costas para um mercado tão promissor quanto o brasileiro, como a General Motors ameaçou fazer no começo do ano.

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