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01/04/2019 - 19:13

H.Olhos alerta para a cegueira infantil na campanha Abril Marrom

por Luís Perez

A campanha Abril Marrom tem neste mês o objetivo de alertar sobre os cuidados necessários para a prevenção da cegueira, além da importância de buscar um diagnóstico médico ainda na infância para evitar essa condição.

Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), cerca de 80% dos casos poderiam ser evitados ou tratados caso fossem diagnosticados com mais antecedência. Desde o nascimento, a visão é responsável por 85% das informações processadas pelo cérebro.

Por isso é preciso ter máxima atenção também com a saúde dos olhos dos bebês durante toda a sua formação. Além disso, as mães devem ter uma gestação saudável, mantendo alimentação rica em ácido fólico e vitaminas do complexo B. Esses cuidados complementam a formação do sistema nervoso e dos olhos da criança.

H.Olhos Paulista, localizado no Paraíso (região central de São Paulo)

H.Olhos Paulista, localizado no Paraíso (região central de São Paulo)

“Alguns problemas podem ser identificados e prevenidos logo após o nascimento da criança, como micro-organismos advindos do canal do parto, catarata congênita e algumas alterações retinianas”, afirma Fabio Pimenta de Moraes, especialista em estrabismo e oftalmopediatria do Grupo H.Olhos. Com base nas estimativas da Agência Internacional de Prevenção à Cegueira, existem cerca de 29 mil crianças cegas no Brasil.

Após o nascimento do bebê, é necessário realizar a higienização correta e imediata da área externa dos olhos. O nitrato de prata, utilizado na forma de colírio, é usado para exterminar quaisquer micro-organismos e bactérias. Esse procedimento é obrigatório e deve ser seguido por todos os hospitais do Brasil.

O teste do olhinho – teste do reflexo vermelho – também deve ser realizado na maternidade. O exame é capaz de analisar o globo ocular do bebê por meio de um oftalmoscópio, equipamento dotado de lentes e um foco de luz que reflete diretamente na retina, tornando possível uma avaliação inicial sobre a saúde dos olhos.

Entre os seis meses e cinco anos, a principal doença que pode se desenvolver nos olhos é o estrabismo. Sua principal característica é o desequilíbrio na função dos músculos oculares, que provoca um desalinhamento dos eixos visuais. Se estes sintomas não forem corrigidos, pode afetar o desenvolvimento da visão, além de causar uma ambliopia, que diminui a acuidade visual dos olhos.

Dos oito aos 14 anos, os erros de refração, como a miopia e a hipermetropia, podem se desenvolver com maior frequência. Esses problemas podem atrapalhar o desempenho escolar e a interação da criança com outras pessoas, afetando seu desenvolvimento cognitivo e sociabilidade.

“As pessoas possuem o hábito de concluir que seus olhos são saudáveis pelo simples fato de estarem enxergando bem. Quando sentem dificuldades e buscam atendimento oftalmológico tardio, muitos podem apresentar patologias graves já em estado avançado, que podem ter consequências irreversíveis”, completa o especialista.

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