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07/02/2014 - 14:38

De olho na Copa, São Paulo ganha Dicionário de Paulistanês

da Redação

Para melhorar a receptividade aos turistas que vêm para a capital paulista, a SPTuris (São Paulo Turismo), empresa municipal de turismo e eventos, acaba de lançar o Dicionário de Paulistanês. Com ele o turista vai saber que guia é meio-fio, carta é carteira de motorista e assim por diante.

A maioria dos vocábulos do paulistano é proveniente da diversidade cultural e de costumes encontrados na cidade, conhecida pela característica cosmopolita. Há influência de todo o Brasil e do mundo, como o “bafão” originário do francês “basfond”, o “best” do inglês “best-friend” ou o “C” do português “vossa mercê”.

É uma compilação bem-humorada e descontraída de palavras, gírias e expressões faladas na cidade, que servirá como guia para turistas, visitantes e até mesmo para moradores. Ao todo são mais de 150 palavras acompanhadas de foto, além de tradução em inglês e áudio, típicas da fala do paulistano. Em cada verbete também há exemplos de uso em situações do cotidiano informal.

Diálogo cheio de paulistanês

Diálogo cheio de paulistanês

Assim como em outras cidades brasileiras a “carne seca” é chamada de “charque” ou “jabá”, em São Paulo é possível aprender o significado de palavras como “sinal”, que vira “farol” para indicar a sinalização de trânsito, e o “totó”, clássico jogo de futebol de mesa apelidado de “pebolim” em paulistanês.

Na seção de “Gastronomia”, os curiosos poderão descobrir como é chamado, em São Paulo, uma bergamota, um pão com manteiga ou assado no forno. O público vai saborear o significado de “geladinho” (o chupa-chupa) e compreender o que é comer um “virado à paulista”, uma “mistura” ou tomar um “pingado”.

Além de um glossário completo da linguagem “paulistânica” e de um rico cardápio gastronômico, há também algumas regras ortográficas e fonéticas em “Mania de paulistano”. Um exemplo é o fenômeno da supressão do “r” em verbos no infinitivo, como “eliminá” em vez de “eliminar”, ou ainda expressões tradicionais com discordância verbal, como visto na célebre frase “Um chops e dois pastel”.

Os diferentes sotaques de São Paulo, como o italiano do bairro do Bixiga, o sírio-libanês da região da rua 25 de Março, o coreano do Bom Retiro ou o boliviano do Pari, entre outros, não poderiam estar de fora e podem ser encontrados em “Dialetos da Cidade”.

Por fim, conversas corriqueiras do dia a dia, que a princípio parecem complicadas de ser compreendidas por quem é de fora, são facilmente explicadas em “Traduções”. Ficou curioso? Então, não fique boiando e corra para Dicionário de Paulistanês. E aproveite porque está na faixa. É só baixar aqui.

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