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24/03/2014 - 15:32

Continuação da saga de Blu, “Rio 2” rende emoção e boas risadas aos pequenos

por Luís Perez

Quando “Rio” foi lançado, em abril de 2011, a pequena Júlia havia acabado de completar três anos. Tamanho o fascínio pela história das ararinhas azuis que se encontram e acabam salvado a espécie – seriam os últimos exemplares ainda vivos –, não poderia deixar de convidá-la para conhecer a continuação da história do diretor Carlos Saldanha.

Foi uma sessão exclusiva para a imprensa – o filme estreia dia 28. O protagonista continua sendo Blu. Criado no Estado de Minnesota, Estados Unidos, por Linda, sua “mãe humana” desde criança (calma, isso ainda é “Rio 1”…), ele é acostumado com o conforto dos humanos – faz panquecas no fogão e seus filhos (opa, agora já é “Rio 2”!), Bia, Tiago e Carla, são adeptos de TV e iPod. Vivem na cidade.

É quando Jade decide que as crianças precisam aprender a viver com pássaros de verdade e insiste que a família se aventure na Amazônia. Blu conta seus planos de viagem para amigos, mas Nico, Pedro e Luiz avisam que pode haver uma infinidade de perigos na selva. Mas Rafael, o tucano, sempre positivo, incentiva Blu. A cena da trupe voando do Rio a Manaus é um ponto alto do filme, que mostra cartões postais de diversas capitais do país, como Brasília e Salvador (sim, a viagem não é exatamente em linha reta).

Blu e sua família agora estão na Amazônia

Blu e sua família agora estão na Amazônia

Ao chegar à selva, onde já estão Túlio (voz de Rodrigo Santoro) e Linda que se conheceram em “Rio 1” e se casaram, as araras conhecem os pássaros que vivem na Amazônia e Jade descobre que não está sozinha no mundo. Sim, seu pai está vivo (nessa hora os olhos de Júlia se encheram de lágrimas…). É Eduardo, patriarca que insiste, não tão sem razão, que seu genro é mais um pássaro de estimação do que um deles.

Mas nem tudo são flores para a turma. O vilão Nigel, a terrível cacatua, que não pode mais voar, mas sobreviveu, planeja sua vingança contra Blu, com ajuda de Gabi, uma rã venenosa (venenosa?) que é apaixonada por Nigel. Há ainda os madeireiros, que devastam a selva, casa de toda a fauna local. Tudo, até um divertido jogo de futebol entre as araras azuis (sim, há muito mais delas) e as coloridas, acontece na selva amazônica.

Com canivete, Blu se defende dos perigos

Com canivete, Blu se defende dos perigos

“Queria um cenário muito diferente do que já havíamos explorado em Rio. Pensei que deveríamos ir para longe da cidade”, diz Saldanha. Espera-se mais de “Rio 2”, ainda mais quem viu com a filha o primeiro filme algumas dezenas de vezes. É que não há alguns elementos surpresa. Já se sabe o que esperar.

De qualquer forma, é um excelente programa familiar e vale a pena ver, seja pela continuidade da história de Blu, sua família e amigos, seja pela excelente animação (ainda capaz de surpreender e muito) e trilha sonora. Ah, Júlia, hoje com quase seis anos, gargalhou em diversas passagens.

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